João Ricardo Viola dos Santos
Licenciatura em Matemática pela UNEMAT, Especialização em Matemática UNICAMP, Mestrado em Educação pela UFMT e Doutorado em Educação Matemática pela UNESP/Rio Claro. Professor do Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências da Natureza e Matemática (PPGECM) do Campus de Sinop/Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), área de pesquisa em Educação Financeira, Educação Inclusiva e Ensino de Matemática. Endereço: Rua das Primaveras, nº 5.253, Bairro Jardim Primavera, Sinop-MT, CEP: 78.550-412.
Como citar:
Palavras-chave: Formação de Professores. Crise Ecológica. Modelo dos Campos Semânticos. Decolonialidade. Transdisciplinaridade.
Vivemos no Antropoceno, período marcado pelo impacto humano irreversível na Terra, aprofundando desigualdades e crises ecológicas. Neste cenário, a escola enfrenta uma crise de sua dimensão pública, comprometendo a educação como bem comum. Este capítulo assume o Antropoceno como marco civilizacional e defende sua urgência na Educação Matemática. Propõe o Modelo dos Campos Semânticos (MCS) para articular categorias do cotidiano com as demandas desta era, rompendo a fragmentação disciplinar. A análise de narrativas de práticas docentes revela que o currículo tradicional, fragmentado, obstrui respostas pedagógicas ao Antropoceno. Categorias do cotidiano mostram-se potentes para vincular saberes matemáticos a problemas socioambientais reais, enquanto professores reinventam seu papel como mediadores de problematizações ético-políticas. Como perspectiva, propõe-se um projeto multinstitucional (2026–2028) para mapear e ampliar práticas docentes que respondam a esses desafios radicais, priorizando narrativas territoriais, experimentações cocriadas e a construção de "educações matemáticas outras" centradas na manutenção da vida.
Edson Pereira Barbosa
Licenciado em Matemática (2004) pela Universidade Estadual de Londrina, Mestre em Educação Matemática (2007) UEL. Doutor em Educação Matemática UNESP de Rio Claro. É professor associado do Instituto de Matemática da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e atua no Programa de Pós-Graduação em Educação Matemática (Mestrado e Doutorado). Atua também como professor permanente do Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências da Natureza e Matemática na UFMT-SINOP (Mestrado Profissional). Principais interesses de pesquisa: Formação de Professores, Avaliação em Matemática, Modelo dos Campos Semânticos, Filosofias da Diferença, Pós-Humanismo e Pensamento Decolonial.
BARBOSA, E. P.; VIOLA DOS SANTOS; J. R.; BOLITE FRANT, J. Categorias do Cotidiano: aproximações entre Educação Matemática e Antropoceno. In: REIS, C. dos; BARBOSA, E. P.; REINA, L. D. C. B.; FEISTEL, R. A. B. (Orgs.). Ciências da Natureza e Matemática: relatos de Ensino, Pesquisa e Extensão. Sinop: KGM Editora, 2026. v. 6, cap. 26, p. 482-500. DOI: doi.org/10.29327/5790880.6-26
Janete Bolite Frant
Licenciatura em Matemática pela Universidade Santa Ursula. PhD em Educação Matemática pela New York University. Professora da UFRJ, Pedagogia na Faculdade de Educação e no Programa de Pós Educação PEMAT, área de pesquisa Ensino e Aprendizagem de Matemática, Tecnologia e Teoria da Cognição Corporificada. Endereço: Rua Esteves Junior, 62 ap 202. Bairro Laranjeiras, Rio de Janeiro, RJ, CEP: 22231-160.
Categorias do Cotidiano: aproximações entre Educação Matemática e Antropoceno

Resumo
Capítulo 26
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